domingo, 11 de maio de 2008

RESISTÊNCIA ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

O que mais se repara nesta questão de resistências é o medo. Ele existe com relação, principalmente à máquina, pois muitos não a dominam e acreditam que não são capazes disto. Vêem que desta forma o aluno irá saber mais do que ele e logo ficará desmoralizado. Outra questão, é que muitos levam seus alunos para o laboratório e acabam fazendo as mesmas coisas que faziam em sala de aula, percebem que a aula fica chata e desinteressante e por isso acreditam que o computador não ajuda em nada.

Com relação à Internet as resistências também existem. A Internet proporciona uma comunicação sem limites e a idéia principal que ela passa é liberdade de acesso a todos os tipos de informações. Como, então, controlar o aluno? Como fazer com que ele não se disperse da aula? Como fazer com que a minha proposta seja mais interessante? Impossível!? Começam, então, as resistências. O professor não acredita na possibilidade de poder dar uma aula com tanta autonomia do seu aluno. Ele, professor, é o controlador e dele é que deve vir a informação e o conhecimento. Realmente, quem tem uma postura como esta não irá conseguir trabalhar com a Internet, aliás, terá grande dificuldade de desenvolver um bom trabalho.

A Internet deve ser levada a sério, pois pode ser usada por lazer e entretenimento, mas também com foco de trabalho. As diversas informações e facilidades de comunicação podem ser aliadas do professor e do aluno, melhorando e facilitando o processo de aprendizagem. O aluno quando participa ativamente do seu processo educacional percebe com mais clareza a importância deste em sua vida. Leva mais a sério e consegue, assim, fazer com que a aprendizagem ocorra.

Os fatores de resistência não estão ligados apenas aos professores, as escolas também fazem isto por não conhecerem direito. Por isso, não fazem nenhum tipo de modificações físicas ou de planejamento para que a Informática Educativa possa entrar com mais facilidade na escola. Algumas alegam questões financeiras como barreira para implantação de um laboratório.

Ter medo é natural, o que não pode ser permitido é a estagnação e não aceitação do que está surgindo, principalmente porque traz melhorias para o processo. Superadas as resistências, o professor perceberá que as mudanças que sofreu diante da chegada da tecnologia, não são negativas, muito pelo contrário. Mudar deve ser um processo constante na vida de um professor, pois afinal o resultado de seu trabalho deve sempre trazer mudanças de comportamentos individuais, afetando a sociedade que cerca o indivíduo.

Autora do texto: Mônica Nogueira da Costa Figueiredo.
Professora da Universidade Gama Filho.

Quebrando paradigmas com o uso das Tecnologias Educacionais: A missão!

Caro visitante,

Hoje gostaria de compartilhar com você uma experiência que venho tendo na minha dupla vida profissional. Sei que algumas pessoas que visitam este espaço imagina que a maioria dos professores se dedicam apenas para a docência superior, mas na verdade, a realidade é muito diferente.

Fique tranqüilo (a)! Não vou gastar caracteres dizendo que a educação está pra lá de ruim, mas quero compartilhar a minha tristeza com o fato de que muitos colegas ainda relutarem o uso das tecnologias de informação nas suas práticas de ensino.

Certa vez na época em que estava na pós em Informática Educacional um dos meus professores disse a turma:

- O trabalho do especialista em tecnologias educacionais equivale ao de um missionário, pois tem a árdua missão de quebrar um dos maiores paradigmas da educação moderna: aposentar o “professor sabe tudo”!

Reconheço que o achei “meio doido” quando afirmou isto logo nas minhas primeiras aulas, mas hoje estou vendo que ele tem razão.

Reconheça visitante!

Você já deve ter “zoado” muito aqueles professores que viam com um método de ensino “diferente”.

Quantas vezes nós mesmo nos vimos despreparados para lidar com o novo e com o moderno? Nas minhas aulas nos cursos de licenciatura (apesar da minha pouca experiência) eu sempre tento mostrar para os futuros professores as inúmeras vantagens (e obstáculos) que o emprego das tecnologias na prática pedagógica pode proporcionar.

Espero que estas poucas linhas possam levantar questionamentos tantos para alunos, professores e acadêmicos das mais diversas áreas.

Lembre-se: Independente da sua área... seja ousado e aceite o ousado!

Abraços de mim (rssss)

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